Eu nasci num lar muito conturbado. Minha mãe morreu quando eu tinha apenas um ano de idade. Meu pai desapareceu, sumiu. Fui criado pelo meu avô, que tentou me dar a melhor educação possível, apesar de ser extremamente violento e nervoso. Na escola com 12 para 13 anos fumei meu primeiro cigarro de maconha. E não demorou muito prá eu conhecer a cocaína. Meu avô morreu, e eu fiquei só neste mundo.
Morei nas ruas de São Paulo onde aprendi a cheirar cola. Na estrada eu era um mochileiro, um hippie, sem destino. Fui para o Rio de Janeiro tentar a vida, virei um rato de praia, só tinha um shorts e nada mais. Dormia na areia e acordava com o sol queimando a minha cara. Com 18 anos, achei que o meu destino estava na Europa. Queria montar uma banda de rock, eu já tocava desde os 9 anos de idade num violão emprestado. Morei em Londres, Paris, em quase todas capitais da Europa, mas foi em Amsterdã que quase morri de overdose por 3 vezes. Heroína, cocaína, haxixe, maconha, LSD, ácidos em geral eram o meu café da manhã. Para as pessoas eu parecia um cara descolado, viajava pelo mundo, tocava e cantava, era um cara interessante, só que dentro de mim, eu tinha uma vontade grande de morrer, sumir.
Mas prá onde ir se só conheço esse planeta?
Quando voltei para o Brasil, a única coisa que sabia fazer era tocar meu violão. Fui trabalhar na noite, nos bares e casas noturnas. Minha vida continuava a ser regada por muita droga e álcool. Eu quase não dormia direito, não comia. Vivia na noite, estava muito magro e acabado, quando fui convidado para ir a uma Igreja Evangélica. A princípio estava cheio de preconceitos, afinal eu era um cara muito louco, drogado e Igreja não tinha nada a ver comigo. Acabei indo prá ver qual era. Chegando lá me senti um estranho no ninho, uma ovelha negra. O culto foi rolando e eu não estava entendendo nada da pregação. Quando começaram a cantar uma música no louvor e para minha surpresa fui impáctado pelo poder de Deus.
Começava a acontecer algo novo no meu interior, algo que eu não conhecia. Ao toque do Espírito Santo não pude resistir o amor de Deus e chorei como uma criança. Parecia que um peso saía da minha cabeça. E naquele momento mesmo sem entender o que estava acontecendo, sem nenhuma resistência me entreguei a Deus. Percebi que precisava Dele. Sempre ouvia falar de Deus mas não tinha tido uma experiência com o Criador do Universo. Não foi uma nova emoção, ou fruto de religião, olhando dentro de mim descobri o Doador da vida, da paz, do amor que eu sempre procurei em tantas coisas, viagens, drogas, sexo, mas só pude encontrar em Jesus Cristo. Hoje quero falar de Deus na minha música, mostrar que Jesus Cristo não é careta, não é religião, não é seita, mas o Filho do Deus vivo.
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I was born in a very troubled home. My mother died when I was only a year old. My father disappeared, vanished. I was raised by my grandfather, who tried to give me the best education possible, despite being extremely violent and angry. At school with 12 to 13 years I smoked my first marijuana cigarette. It was not long until I meet cocaine. My grandfather died and I was alone in this world.
I lived on the streets of Sao Paulo where I learned to sniff glue. On the road I was a backpacker, a hippie with no destination. I went to Rio de Janeiro to try the life there, I was a beach bum, I had only one shorts and nothing else. I slept in the sand and woke up with the sun burning my face. At 18, I thought my destiny was in Europe. Wanted to start a rock band, I’ve played since the age of 9 on a borrowed guitar. I lived in London, Paris, in almost all European capitals, but was in Amsterdam that I almost died from an overdose 3 times. Heroin, cocaine, marijuana, LSD, acid were usually my breakfast. For the people I looked like a cool guy, who traveled the world, played and sang, it was an interesting guy, except that within me, I had a great desire to die, disappear.
But where to go if you only know this planet?
When I returned to Brazil, the only thing I could do was play my guitar. I work at night in bars and nightclubs. My life continued to be watered by a lot of drugs and alcohol. I almost did not sleep well, I did not eat. I lived in the night, was very thin and then I was invited to an Evangelical Church. The beginning I was full of prejudices, after all I was a very crazy, drugged and Church had nothing to do with me. I ended up going to see how it was. Arriving there I felt a stranger in the nest, a black sheep. The service was rolling and I did not understand anything about the preaching. When they began to sing a song in praise and to my surprise I was impacted by the power of God.
Something new began to happen inside me, something I did not know. At the touch of the Holy Spirit I could not resist the love of God and cried like a child. It seemed that a weight out of my head. And at that moment even without understanding what was going on, with no resistance I gave myself to God. I realized I needed Him. Always heard of God but not had an experience with the Creator of the Universe. There was not a new emotion, or the fruit of religion, I found myself looking in the Giver of life, peace, love that I always looked for in so many things, travel, drugs, sex, but could only find in Jesus Christ. Today I want to talk about God in my music, show that Jesus Christ is not square, not religion, is not a sect, but the Son of the living God.